segunda-feira, 4 de julho de 2022

Minions 2: A Origem de Gru

Conquanto com o nome Minions no título, trata-se de um filme de nosso malvado favorito quando guri: sementinha do mal que já mostrava a que veio, soltando bombas de peido para esvaziar o cinema lotado, pregando o terror na sorveteria e fazendo o impossível para integrar, ainda imberbe e cabeludo, a trupe dos maiores vilões do planeta.

A trama: o ano é 1975 (sabemos disso devido a estreia de Tubarão). Gru participa de um concurso para substituir Wild Knuckles no sexteto supremo da vilania, supostamente falecido. Na verdade - e isso vemos logo no início - ele foi traído por seus comparsas ao roubar a pedra mística com poder de transformar o agora quinteto em super bestas imbatíveis. Rejeitado de ingresso no sexteto durante a entrevista, Gru rouba a joia do zodíaco, a perde logo após e se vê envolvido numa grande trama entre vilões e mocinhos.

Trata-se de um filme para pimpolhos. Mesmo assim o achei insosso. Faltou até açúcar. Faltou molho, temperos, tudo. Eu tinha nove anos de idade quando vi a estreia d'A Bela e A Fera, uma obra de arte soberba até para os dias de hoje. E, atualmente, minha filha com sete anos de idade teve que optar entre Minions 2 e Lightyear. Obviamente não a deixei assistir a este porque não a quero sendo estimulada por beijos e carícias gays - tampouco héteros. Os pervertidos que ocupam estúdios, hoje, teimam em meter sexualidade explícita em qualquer porcaria. Quando ela se entender por gente, fará suas escolhas de acordo com seus impulsos e desejos. Ainda é muito cedo para inundá-la com isso. E, claro, não pretendo financiar a turma woke com meu suado dinheirinho. Não podemos evitar tudo. Mas algo podemos, sim, boicotar.

O filme é em 3D, o que me irrita. É muito 3D e acho chato meter aqueles óculos por cima dos meus. Penso que o recurso deveria ser algo esporádico e em poucos momentos do filme. Quando eu tinha dez anos de idade, fui ao cinema com a molecada assistir a A Hora do Pesadelo VI - Pesadelo Final, com o novíssimo 3D. Na entrada, recebíamos óculos de papelão branco com celofane azul e vermelho. Antes do filme começar, fomos avisados que só deveríamos colocá-los quando a filha de Freddy Krueger também o fizesse. Foi uma ótima experiência, para a época. Mas bastou. Até minha filha reclama de passar o filme todo com os óculos.

Me chamou a atenção que, na sessão, havia apenas minha filha e mais duas de público infantil. Os demais eram todos marmanjos e moças que foram ali apenas para ver aquela abobrinha. Isso não deixa de ser assustador.

Abraços malvados e até a próxima.

8 comentários:

  1. As crianças veem desenhos em casa e se divertem com o vício de celular que ultimamente mal as deixa estudar. A culpa é do celular? Não sei. Atribuo grande parte a pais molengas em relação a autoridade dos deveres da criança, para o bem dela própria. Escola nunca foi lugar agradável para se entrar em uma roda de conversa ou dançar e rir à toa. Escola era um lugar para aprender. E isso era chato pra carvalho, mas necessário. Amizades vinham como consequência e socialização natural entre a espécie.
    Sobre não deixar a filha ver Buzz, prefiro comentar no zap. Não há razão para esse medo. Um abraço, querido.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Olá, Fabiano. Sim, é uma culpa integralmente dos pais, pois não termos pulso firme e por deixarmos, cada vez mais, que o Estado, escolas e "educadores" cuidem de nossos filhos como querem. Somos uma geração de frouxos.

      Excluir
    2. Integralmente não. Talvez a fatia decisiva. Os pais não têm culpa da criança absorver desde cedo as informações midiaticas consumistas atuais. Se até nós, adultos, estamos sendo influenciados, imagine um serzinho cujo desenvolvimento intelectual está em formação. Algumas coisas não dependem de você ou sua esposa, porque sua filha será condicionada a buscar em outros. Em geral, filhos que sabem o que é a dificuldade de não ter tudo que desejam, filhos que olham pai e mãe educados e dedicando-se a ocupações sérias, crescem com mais senso prioritário. Já os filhos que tendem a não encontrar dificuldades para conseguir o que querem, pois seus pais estão sempre dispostos a fazer qualquer coisa para ve-lo realizado, esses costumam não saber muito bem o valores das coisa mais importantes, pois não experimentam a frustração, a vontade não realizada ou a perda de coisas que não se recuperam.

      Excluir
    3. Não tenho outra coisa a dizer que não : concordo integralmente com você, Fabiano.

      Excluir
  2. ultimamente tenho visto mais reprise q lançamento
    fujo de lacração

    abs!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. "tenho visto mais reprise"
      Somos dois. Bate um desânimo em tentar ver algo novo quando eu poderia estar revendo ao filme trash das antigas...
      abç!

      Excluir
  3. Cara, nunca gostei desses Minions. Me parecem uma abstração dos diabos da cabeça desses autores. Ultimamente, não tenho assistido a muitos filmes. Antes da pandemia via, vez ou outra, algo na televisão, alugando naquele Now, ou mesmo no Netflix, mas cansei de ficar procurando filmes ou baixando torrents pra ver no pc.
    Último filme bom que vi no Netflix foi aquele Inception (A Origem) com Leonardo di Caprio e só assisti pois procurei na internet "filme decente no Netflix" e a descrição pareceu razoável. Entretanto, cada vez fica mais difícil saber o que é bom ou não. A crítica aclamou aquele filme "Não Olhe Pra Cima", com o mesmo autor, e foram, pra mim, 2 horas mais mal gastas que eu podia ter passado. É melhor não fazer nada e ficar deitado que ver porcarias, creio.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Fala, Matheus.
      Isso daí é uma grande porcaria q eu jamais conheceria se nao tivesse filha. E mais: só não concelo minha Netflix por causa da família. Passo de meses sem acessar. Às vezes tem coisa boazinha, realmente. Mas haja saco para pesquisar e arriscar.
      Nao olhe para cima foi hypada pelo viés ideológico, apenas isso. Filme ruim, bobo, nao se presta nem ao humor nonsense.
      Abraços!

      Excluir

Comente ou bosteje.