quinta-feira, 20 de agosto de 2026

O mundo está uma porcaria

O Marreta postou em seu blogue mais um de seus belos poemas bukowskianos, intitulado Um Nascer do Sol em 4 K. Deixei lá um comentário informado que tinha acabado de descer duas doses de Buchanan's Deluxe 12 Anos e ele me respondeu: "Pela hora do seu comentário, devia ser perto das duas da matina. Quinta-feira... Madrugada... whisky do bom, do ótimo... Isso sim é vida. Saúde, meu caro.". Concordo com ele que isso sim é vida, mas faço um aparte: isso também é uma forma de viver, dentre tantas outras. Há quem não beba nem fume e tanto faz. Mas encontra seus pequenos prazeres em diversas outras atividades ou até em ficar à toa coçando o saco enquanto observa a madrugada pela varanda, com seus pensamentos. O importante é que cada um viva à sua maneira, com os seus demônios sendo mantidos sob controle, trancafiados.

Isso dos demônios, aliás, me recordou o romance Doutor Sono de Stephen King. Já falei sobre ele aqui no blogue. Na obra, Daniel Torrance mantem todas as entidades malignas do extinto Overlook Hotel em gavetas mentais, aprisionadas. Isso recorda o que o Rei Salomão fazia com os "caídos" por ele conjurados e, depois, mantidos sob o controle de nomes, signos, sigilos e jarros de barro. O ideal é ter fé no Nosso Senhor Jesus Cristo e não precisar se preocupar com os tinhosos, claro. Mas isso não é possível para todos. Aliás, Santo Agostinho citou algo a respeito: não podemos impedir que as más ideias (entidades) sobrevoem nossas cabeças, mas podemos impedi-las que ali façam seus ninhos. E, como diz o ditado popular: onde fez ninho, deixou ovos e fezes. Então é isso: manter os pensamentos ruins domados.

Enfim: achei interessante a postagem do Marreta e isso me fez pensar sobre mil coisa que não valem a pena expor aqui e não haveria nem tempo para tal afã. 

O uísque mencionado e mostrado no vídeo acima me foi dado de presente de dia dos pais, junto com uma camiseta para minhas corridas noturnas (e para o dia a dia, já que uso bastante camiseta regata no cotidiano, exibindo minhas belas tatuagens e meus músculos invejáveis). Gosto de bebê-lo puro ou no café. Aliás, café com uísque e mel de abelha é uma delícia - recomendo. No vídeo acima, adicionei a música Samba de Ana, feita pelo Fabiano com uso de IA sobre poema homônimo publicado em meu livro Invenção Nortuna.

Durante as madrugadas pensando na vida que poderia ter sido e que não foi e em como a vida realmente se tornou uma bosta, penso que até mesmo um nascer de sol na TV de tubo de minha infância e adolescência seria melhor do que o que possuímos hoje. O mundo está uma porcaria. A internet banda larga e redes sociais nos trouxeram uma existência medíocre e inúmeros problemas que ela (internet) tenta nos ajudar a solucionar; mas, sem tanta tecnologia, não teríamos os problemas que ela mesma "nos ajuda" a resolver. Está tudo acelerado e não podemos mais sobreviver sem telefonia móvel e aplicativos e senhas a perde de vista. E não adianta desligar o telefone, pois, ao ligarmos, os problemas serão atualizados para nós tão logo conectados à internet.

Falando em internet, era algo que parecia legal no início, aos meus 15 anos idade com meu computador AMD K6-2 500 MHz e conexão discada num modem 56 kbps. Tínhamos o Kazaa e o eMule para baixar músicas, ouvidas quase sempre no Winamp, enquanto usávamos ICQ, IRC e MSN para conversar com pessoas que conhecíamos pelo Orkut. Mas só foi bom até aí mesmo.

É isso. O poema do Marreta me levou longe. Vou ficando por aqui antes que vá longe demais. Abraços etílicos e até a próxima.

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