Days Gone é um jogo de ação e sobrevivência em mundo aberto no qual jogamos com Deacon St. John, um motoqueiro que vive em um cenário pós-apocalíptico após uma pandemia transformar grande parte da população em criaturas chamadas freakers (frenéticos: humanos viçosos que vagam pelo mundo alucinados, movidos pelas necessidades básicas de comer, dormir e defecar em seus ninhos e cavernas). Enquanto enfrentamos hordas de infectados, grupos humanos hostis e a escassez de recursos, cruzamos estradas perigosas em nossa motoca em busca de sobrevivência e de respostas sobre o paradeiro de nossa loirinha gostosa, Sarah, guiados pela esperança de reencontrá-la e encontrar algum sentido em meio ao caos.
Quando comprei meu console PS4, veio de brinde a mídia física desse jogo. Não achei interessante a jogatina inicial e o coloquei de lado. Então, minha esposa jogou tudo, zerando-o em uma semana, e me afirmou que foi meio cansativo e chato em muitos momentos, mas que valia a pena para entreter. Resolvi, então, jogar e confesso que gostei. Havia, claro, o problema da audácia do mundo aberto. Explico: é, no mínimo, audacioso planejar um game em mundo aberto, pois como você irá preenchê-lo? Não é fácil preencher um mundo aberto para exploração sem coisas bacanas. Em Red Dead Redemption II, por exemplo, as cavalgadas valem a pena, pois você não apenas topará com eventuais sidequests tenebrosas, mas também com itens curiosos, pedaços de histórias e a evolução do mundo em si (por exemplo, uma casa sendo aos poucos edificada) etc.
Days Gone foi pobre quanto ao mundo aberto. No máximo, você topará com bandidos aleatórios, acampamentos de emboscada e algumas paisagens legais. Aliás, falando nestas, muitas foram inspiradas em locais reais, a exemplo da Crater Lake, localizada no Oregon. A Ilha Wizard, no jogo, é sua reprodução fiel, com ambientação apocalíptica, claro. Raramente, você encontrará algo interessante a ser analisado pela possível história oculta por trás daquilo tudo, como, por exemplo, quando topei com um acampamento cheio de corpos recém-chacinados, um cidadão à frente de uma mesa com ursinhos de pelúcia e, à frente, escrito: "Please forgive me".
Mas, enfim... Vi a notícia da remasterização do jogo para PS5 e, obviamente, não comprei. Não pagaria 50 janjas em uma safadeza da Sony. Mas a notícia me deu vontade de jogar novamente, desta vez no modo New Game Plus (com todas as melhorias anteriores mantidas, da primeira vez que joguei). E foi interessante, pois adquiri todas as habilidades possíveis, ganhei todos os troféus convencionais (embora não ligue tanto para isso, foi fácil no modo NG+) e, finalmente, deixei minha moto como queria: topíssima. Aproveitei e fiz as últimas melhorias no acampamento Diamond Lake, inclusive com o tanque de gasolina em homenagem ao jogo Death Stranding, com o bebê flutuando em seu interior. Com as melhorias, a moto dá saltos insanos e também pude, finalmente, fazer o “desafio” Burnout Apocalipse (usar nitro e derrapar ao mesmo tempo na moto por pelo menos cinco segundos).
Encarnar Deacon St. John foi, novamente, divertido. Dizimei todas as hordas do jogo, atendi a todos os pedidos de serviço extra dos donos de acampamentos e resgatei muitos NPCs em apuros. Também pude experimentar armamentos que só se liberam no modo NG+, a exemplo de um rifle com gás letal. No vídeo acima, gravei cinco minutos do final de tudo, em que apresentei a motoca nos trinques, habilidades e troféus e, findo tudo, fiz o que sempre costumo fazer quando jogo em mundos abertos: fui para casa, olhei em volta, despedi-me de tudo e me deitei.
Boa noite, Deacon.
Abraços frenéticos e até a próxima.
Perdoá-lo de quê? Creio que executou toda a família e depois estourou os miolos.
Paisagem real no Oregon. Abaixo, o resultado encontrado no jogo.
Nenhum comentário:
Postar um comentário
Comente ou bosteje.