terça-feira, 31 de maio de 2022

Ao cair da noite

O Triunfo da Morte - Pieter Bruegel, 1562

"A identidade é a primeira coisa que ela tira... depois a dignidade e a própria vida."
A doença em Dylan Dog

Bill Gates avisou e vem aí a varíola. Sempre achei interessante essa tara de Gates com varíola. E agora ela está aí para seu deleite. Fujam para as coberturas de seus prédios (já que não dá para ir às colinas), estoquem água e comida enlatada, remédios e dois litros de uísque! A próxima pandemia bate à porta, ao gosto da elite globalista que não desperdiça uma oportunidade de refundar a Terra.

Essa contaminação me recordou o filme Ao Cair da Noite (It Comes At Night, 2017), que passou alguns meses na grade da Netflix e pode ser achado, hoje, na HBO. O mote é banal: pandemia tomou conta do mundo e as pessoas estão isoladas, com medo, sem acesso à água, comida, remédios, nada. Não há o que fazer, pelo que entendemos. Muitas explicações não são dadas. Quase nada é explicado, na verdade. Vemos a pandemia de algo que se parece com varíola e bulbos da peste negra pela visão de uma família isolada no mato, onde mantém rígidos esquemas de segurança - inclusive sanitária.

A primeira cena revela o vovô da casa sendo sacrificado e incinerado por seus genro e neto, pois está às últimas, infectado. Ele realmente era bastante amado pelos seus. Mas não havia o que fazer. Logo, topam com um sujeito tentando invadir a casa e o dominam. Ele afirma que estava apenas em busca de outro local para se instalar com mulher e filho, que o esperam num refúgio. E estava falando a verdade. Logo, ambas as famílias passam a conviver na mesma casa e têm dias felizes. Até que a doença chega à residência e todo mundo perder a humanidade.

É um filminho bom. Sem rame-rame ou  enrolation, simples e bonito. Não muito longo (1h37m), com atuações decentes e roteiro competente. Atualmente está com nota 6,2 no no lodaçal do IMDb, o que é uma boa pontuação para algo produzido sem maiores pretensões que a de tapar buraco de grades. Se o acharem em alguma plataforma, deem uma conferida. Vale a pena.

Abraços pestilentos e até a próxima.

5 comentários:

  1. Comecei a ver uma série chamada Cidade dos Mortos. Achei que seria algo tipo Walking Dead, mas, por enquanto, tem muita ação e aventura envolvendo um grupo que busca sobreviver após um vírus desconhecido provocar o caos em um lugar. A questão da sobrevivência, além de procurar não se infectar, é conseguir lidar com as canalhices das pessoas. Destaque para um homem que tem duas gostosas em seu encalço, o tempo todo. A ex com seu filho pequeno e carente do pai, que vive provocando a atual que mais é amante e objeto daquilo que a ex não serviu mais, mas age como sendo algo mais. Também tem um gordo meio filho da pura que tem a esposa grávida e a filha adolescente na sua cola, mesmo assim, ele tem um jeito que dá vontade de lhe dar uns tapas. Assisti 3 episódios. O total são 8. Parece muito bom até aqui, principalmente porque ainda não apareceu o clichê das pessoas zumbificadas querendo expor aquelas coreografias decrépitas do tão batido Walkind Dead.

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    1. Olá, Fabiano. Assisti a esta série por recomendação de um colega de faculdade e não gostei. Fiquei com uma sensação de perda de tempo. Achei legal apenas por sair daquele cenário comum americano. Mas aí acabou e nada de continuação para ao menos tentar dar um fim à história. O gordo é safado mesmo. E burro: a stripper nem tá grávida dele. Ela nem sabe quem é o pai. Quando viu q estava prenha, o catou na noite para jogar para ele a paternidade. As mulheres do leste europeu são lindas, realmente - e algumas "são fáceis pq são pobres" (MamaePapei) kkkk
      Abraços!

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    2. Tenho gostado da maneira como vem sendo desenvolvida a questão do conflito em grupo e o modo como tratam as relações humanas. Percebi a questão sobre a grávida desde cedo, quando uma das mulheres comentou que a barriga dela era grande demais para 6 meses. Aquele gordo realmente é um cretino e parece que a filha loura, aborrecendo aborrecente esguia puxou a cretinice dele.

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  2. no aguardo do novo covid
    ja vi esse filme - a paranoia rola solta e o medo destroi

    abs!

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    1. fala, scant!
      a letalidade da covid não era alta. E agora pagaremos cada vez mais o preço - talvez até mesmo com vida, se houver um grande colapso econômico - por aquela loucura.
      abraços!

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